Com a divulgação do resultado do pleito municipal realizado em 2008, a população de São Bernardo do Campo acreditou que esta entraria na história  ao se tornar a primeira cidade brasileira a tratar o lixo produzido não mais como um problema, mais sim, como uma forma de resolução problema, por meio da primeira Usina de Lixo do Brasil...


           Países de primeiro mundo, já transformam o material que não pode ser reciclado em combustível para usinas de energia elétrica. A Suécia, por exemplo, compra parte do material que o Brasil destinaria aos aterros sanitários para ser utilizado como matéria prima em suas companhias de força e luz.


          São Bernardo do Campo poderia estar hoje nesse seleto grupo dos que acharam uma maneira criativa e eficiente de resolver dois dos maiores problemas que atormentam as grandes cidades (destinação dos resíduos não recicláveis e a falta de energia elétrica), mas não, após dois mandatos consecutivos, as promessas são saíram do papel e mais uma vez a culpa foi direcionada a burocracia do nosso sistema político, tendo em vista que o processo está há 11 meses em analise na Cetesp (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), esperando a licença de impacto ambiental.

           Há muito tempo, já vem se divulgando os malefícios que o modo artesanal com a qual tratamos nosso “lixo” (aterro sanitário) e devido a isso, buscamos desesperadamente uma forma viável para a desativação dos nossos aterros sanitários. Além disso, nos tempos em que crise energética volta a assolar os noticiários nacionais, São Bernardo do Campo, poderia ser um exemplo para todo o Brasil, já que de acordo com o projeto, a usina prometida para 2015, teria capacidade para incinerar cerca de 720 toneladas diárias de resíduos, o equivalente a produção atual de lixo no município, o que proporcionaria a geração de 17 megawatts/hora de energia, o suficiente para toda a iluminação publica da cidade. Mas promessas são só promessas... E como de costume, todos os ônus só recai sobre a população que a todo momento é bombardeada por campanhas de economia de água, luz, coleta consciente, enquanto o poder publico, nada faz, além de onerar o contribuinte e com aumento de taxas, obras superfaturas e trocas de acusações. Um dia iremos acordar desse lapso de acomodação e valorizaremos nos votos, bem como a responsabilidade da política no nosso dia-a-dia.


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